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O problema que Roger Silva ainda não conseguiu resolver no Atlético-GO

O empate sem gols diante do Athletic, no Estádio Antônio Accioly, deixou uma sensação…

Por Debora Cordeiro · 4 min de leitura
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Atlético-GO
Foto: Fotos: Raphael Teixeira
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O empate sem gols diante do Athletic, no Estádio Antônio Accioly, deixou uma sensação de oportunidade desperdiçada para o Atlético-GO. Embora tenha apresentado um volume de jogo superior em boa parte da partida, o Dragão voltou a encontrar dificuldades para transformar as chances criadas em gols, um problema que acompanha a equipe desde o início da Série B.

Atlético de Roger Silva. Flickr/Atlético-GO
Foto: Flickr/Atlético-GO

Desde que assumiu o comando técnico, Roger Silva tem buscado dar uma nova identidade ao time. A vitória sobre o Fortaleza mostrou evolução na organização e na intensidade, mas o duelo seguinte evidenciou que ainda existe um desafio importante pela frente: aumentar a eficiência do setor ofensivo.

O treinador reconheceu após a partida que faltou capricho nas finalizações. Para uma equipe que sonha com o acesso à Série A, desperdiçar oportunidades pode fazer a diferença em um campeonato marcado pelo equilíbrio e pela disputa ponto a ponto.

Atlético-GO cria oportunidades, mas falta transformar em gols

O desempenho ofensivo do Atlético-GO não pode ser analisado apenas pelo número de gols marcados. Em várias partidas da Série B, a equipe conseguiu construir jogadas, controlar a posse de bola e chegar ao campo adversário com frequência. O problema tem aparecido justamente na conclusão das jogadas.

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Atlético de Roger Silva. Flickr/Atlético-GO
Foto: Flickr/Atlético-GO

Contra o Athletic, esse cenário ficou evidente. O Dragão conseguiu pressionar em diversos momentos, criou situações de perigo e levou o jogo para o campo ofensivo, mas não encontrou o caminho das redes. A falta de precisão nas finalizações acabou custando dois pontos importantes dentro de casa.

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Roger Silva entende que esse tipo de detalhe costuma separar as equipes que brigam pelo acesso daquelas que permanecem no meio da tabela. Por isso, o treinador tem trabalhado para melhorar a tomada de decisão no último terço do campo e aumentar a confiança dos jogadores nas conclusões.

Outro fator que influencia esse rendimento é a ausência de opções ofensivas disponíveis. Com o transfer ban ainda impedindo a inscrição dos novos contratados, a comissão técnica segue com alternativas limitadas para modificar o ataque durante as partidas.

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David Terans pode oferecer a criatividade que falta

A esperança da diretoria e da comissão técnica está na chegada dos reforços contratados nesta janela. O principal deles é o uruguaio David Terans, meia-atacante emprestado pelo Fluminense até o fim da Série B.

Roger Silva já deixou claro que vê no uruguaio um jogador capaz de decidir partidas equilibradas. Segundo o treinador, equipes que brigam pelo acesso precisam contar com atletas que resolvam jogos difíceis por meio da qualidade técnica e da criatividade.

Além de Terans, o Atlético-GO aguarda a regularização de Matheusinho, João Pedro e Gustavo Maia para ampliar as opções do setor ofensivo. A expectativa é que o fim do transfer ban permita ao treinador variar mais a equipe durante os jogos, utilizando atletas com características diferentes conforme a necessidade da partida.

Essa concorrência também tende a elevar o nível interno do elenco, estimulando uma disputa saudável por posições e oferecendo mais alternativas para enfrentar adversários com estilos distintos.

Eficiência será decisiva na luta pelo acesso

Com 25 pontos e ocupando a 10ª colocação da Série B, o Atlético-GO sabe que ainda há tempo para buscar uma reação na competição. No entanto, a margem para novos tropeços começa a diminuir à medida que o primeiro turno chega ao fim.

O próximo compromisso será diante do Cuiabá, fora de casa, em um confronto direto na classificação. Mais uma vez, o desempenho ofensivo poderá ser determinante para o resultado.

Roger Silva tem demonstrado confiança na evolução da equipe, mas também reconhece que o ataque precisa responder de forma mais eficiente. Em uma Série B equilibrada, muitas partidas são decididas por um único lance, e transformar oportunidades em gols pode representar a diferença entre permanecer no meio da tabela ou entrar definitivamente na disputa pelo acesso.

Com a possível liberação dos reforços nos próximos dias, o cenário tende a mudar. A chegada de jogadores com características mais criativas e maior poder de decisão aumenta a expectativa da torcida por um Atlético-GO mais agressivo e eficiente. Agora, o desafio de Roger Silva é transformar essa expectativa em resultados dentro de campo e fazer do ataque rubro-negro uma das principais armas do Dragão na reta decisiva da temporada.

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