Presidente do Atlético-GO, Adson Batista, desabafa sobre paralisação do Goianão

A Federação Goiana de Futebol se reuniu junto a CBF e o resultado foi a decisão pela paralisação do Campeonato Goiano. A competição está paralisada por tempo indeterminado, segundo a FGF. A decisão tem como objetivo obedecer as recomendações da organizações de saúde e prevenir um possível avanço do Coronavirus.

A decisão por paralisar a competição veio depois da manifestação do Goiás Esporte Clube de que não iriam entrar em campo diante do Atlético-GO na próxima quinta-feira. Os dirigentes de Vila Nova e Atlético se mostraram contrariados com a decisão, pois por motivos financeiros queriam a continuidade da competição.

Em entrevista a rádio Sagres 730 o presidente do Atlético desabafou sobre o caso.

“Eu vi com grande tristeza porque acho que poderíamos continuar jogando sem torcida. O próprio governador manifestou que a gente poderia jogar sem problema porque é um ambiente aberto e com poucas pessoas. Eu sou um cara que faço de qualquer dificuldade uma oportunidade, acho que temos que enfrentar tudo de frente. O clube sem um calendário definido e sem jogos é muito prejudicial, mas óbvio que não sou um infectologista, um especialista, as vezes eu estou muito confiante e podem vir problemas muito maiores. Estou falando de momento e acho que poderia ter terminado pelo menos essa fase para não ter ‘virada de mesa’. Eu queria jogar e ganhar o campeonato dentro de campo”, disse.

A preocupação maior por parte do Atlético seria a data incerta de retorno as atividades da competição. Esse fato desorganiza a programação do clube daqui pra frente.

“A gente fica até meio desnorteado porque a CBF que comanda todo o futebol brasileiro está sem rumo. Esse problema é muito profundo, mas a gente não tem um norte. Não baixou nenhuma portaria dizendo que iriam adiar o futebol brasileiro por 15 ou 30 dias para trabalharmos dentro de possibilidades de se fazer uma programação para liberar jogador, para voltar treinamentos e ter uma organização maior. São situações muito difíceis, a conta fica só para os clubes. Eu já vivi de tudo no futebol, mas não passei por uma situação igual a essa que a gente não sabe o que vai acontecer principalmente financeiramente. É momento de muita preocupação pro futebol brasileiro”, analisou.

A equipe do Atlético enfrentaria o Goiás nessa quinta-feira, pela penúltima rodada da fase de grupos do Campeonato Goiano. Porém pouco antes da FGF decidir pela paralisação houve uma manifestação do Goiás em que afirmou que não entraria em campo diante do Atlético. Questionado sobre uma possível influencia do Goiás na decisão da FGF, o presidente do clube campineiro disse:

“Já entrei em muitos conflitos desnecessários e outros até necessários, então não vou entrar nisso não. É problema do Goiás, se o Goiás acha que tem que agir dessa forma é problema deles. Eu queria jogar com o Goiás, gosto de jogar contra eles porque é um time que sempre dá bons jogos, mas não vou entrar em polêmica não. Pelo que me informaram foi um pedido da CBF. Claro que tem muitos interesses, gente trabalhando para ‘virar mesa’ e o campeonato não prosseguir. Eu só espero que as coisas aconteçam de maneira séria para valorizar o que aconteceu dentro de campo”, desabafou.

Até o momento o Atlético é o líder da competição com 23 pontos e a paralisação proposta pela FGF não possui data prevista para volta. Uma possibilidade seria considerar o Atlético campeão caso não houvesse tempo de definir a competição da forma programada. Questionado sobre isso, o presidente Adson Batista disse que quer que as coisas terminem como programado, dentro de campo.

“Eu nem pensei nisso, meu pensamento era ganhar o campeonato dentro de campo. Acho que o Atlético tinha totais condições de ganhar a competição dentro de campo e o bicampeonato seria muito importante para a nossa história e para o clube em todos os sentidos. As minhas preocupações agora são muito maiores, deve vir uma normativa da FIFA e da CBF porque todos os campeonatos estão parados e precisamos aguardar. Não quero me posicionar em relação a isso porque é uma situação menor do que está acontecendo neste momento”, finalizou Adson.