Nem a vitória segurou Adson: presidente detona erro no Atlético-GO
Nem a vitória segurou Adson: presidente detona erro no Atlético-GO

O presidente Adson Batista fez duras críticas à saída de bola do Atlético-GO mesmo após a vitória por 2 a 1 sobre o Ceará, nesta quarta-feira (9), pela Série B do Campeonato Brasileiro. O dirigente apontou um erro na construção defensiva como determinante para recolocar o adversário na partida e classificou a tentativa de sair pelo meio como “suicídio”.

O Dragão construiu a vantagem ainda no primeiro tempo, mas sofreu o gol do Ceará antes do intervalo. Na etapa final, o cenário ficou ainda mais complicado com a expulsão de Netinho aos cinco minutos, obrigando a equipe a administrar a pressão adversária com um jogador a menos.
Adson Batista detona saída de bola do Atlético-GO
Apesar de considerar a vitória fundamental, Adson não deixou o resultado esconder os problemas apresentados pela equipe. Na avaliação do presidente, o Atlético-GO assumiu um risco desnecessário ao tentar construir uma jogada pelo centro em uma região congestionada.
“Se o Atlético jogar o que pode, se o zagueiro não sair jogando por dentro (…) porque aquilo ali não existe, e eu sei que ele já foi cobrado por isso várias vezes e ele continua jogando por dentro. Aí vem a blitz, e o que aconteceu? Gol. Colocou o Ceará no jogo. A gente tem que tirar esse conceitos ganhando. É melhor consertar ganhando. Espero que isso não aconteça . Zagueiro tem que jogar para o lado, quebra na frente. Sair ali por dentro, com aquele monte de jogador congestionando ali é suicídio. A gente colocou o Ceará no jogo em um momento e depois veio a expulsão que complicou tudo”, disse o dirigente.
A declaração chama atenção especialmente porque Adson afirmou que o responsável pela saída por dentro já havia sido cobrado anteriormente pela mesma situação.

Vitória não impede cobrança no Atlético-GO
A crítica acontece mesmo depois de o Atlético-GO conquistar três pontos importantes na Série B. Com a vantagem construída no primeiro tempo, o Dragão precisou mudar a maneira de atuar após ficar com dez jogadores logo no início da etapa final.
O Ceará aumentou a pressão, enquanto o time goiano buscou proteger o resultado até o apito final.
Para Adson, o momento é justamente de corrigir os problemas sem precisar esperar que eles provoquem uma derrota. O dirigente resumiu a ideia ao afirmar que é “melhor consertar ganhando”.

Assim, apesar da importância do 2 a 1, a saída de bola virou motivo de cobrança interna. Na visão do presidente, repetir esse tipo de escolha pode custar caro ao Atlético-GO na sequência da disputa pelas primeiras posições da Série B.
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