Mas a manobra não parou por aí. A cláusula de barreira do estatuto atual foi mantida exigindo apoio formal de pelo menos oito federações e cinco clube para que uma candidatura seja lançada à presidência da entidade. Isso inviabiliza o surgimento de uma oposição consistente e confirma os clubes no papel de simples cordeirinhos da nova fábula maligna da CBF.
Ou seja, tentaram dar ares de democracia a um sistema que segue viciado. Mesmo que todos os 40 maiores clubes se unam para indicar um candidato, este não poderá ser inscrito sem a anuência dos aliados de Del Nero.
É pública a relação promíscua entre as federações e a CBF. São usuais os mimos que, seguindo os passos de Ricardo Teixeira e Marin, Del Nero distribui aos cartolas. Mas as mesadas oficiais às entidades, os convites para viagens e outras mordomias menos institucionais têm um preço. E é deste conluio que continuarão a sair as decisões que estruturam – ou desestruturam – o nosso fut , como o calendário inadequado, preferido das federações.
A farsa desta quinta foi mais uma derrota para os que lutam pela moralização, pela transparência e a profissionalização do nosso fut.
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