CBF entra em 2022 com eleições à vista e disputa pela presidência

Foto: Divulgação/CBF

Em 2022 a CBF vai ter novas eleições, vai ser disputada a presidência da federação, e vai ser um ano movimentado que pode acarretar mudanças em 2022.

O foco imediato passa a ficar sobre os vice-presidentes, especialmente os que de imediato ganharam os poderes de decisão, como Ednaldo Rodrigues, presidente em exercício, Gustavo Feijó, que ficou muito mais próximo ao departamento de seleções, e Fernando Sarney, que mantém os cargos de representação internacional na Fifa e na Conmebol. Castellar Neto, Francisco Novelletto, Antonio Aquino Lopes, Marcus Vicente e o Coronel Nunes completam o quadro de VPs.

Eleições CBF

O movimento se dá pela necessidade de reorganização após o afastamento de Rogério Caboclo via Comissão de Ética do Futebol Brasileiro. Na primeira punição, por assédio moral e sexual contra uma funcionária, já confirmada pela assembleia geral composta pelas federações, veio a sanção até março de 2023. Com a segunda condenação, em processo movido na mesma esfera pelo diretor de tecnologia da informação da entidade, Fernando França, Caboclo levou mais 20 meses de punição. A soma delas extrapola o mandato, que se encerra em abril de 2023.

O vice mais velho, que hoje é o Coronel Nunes, passaria a ter que convocar o pleito dentro de um prazo de 30 dias para completar o mandato tampão. Dessa disputa só poderiam participar os oito vices. O colégio eleitoral, além das 27 federações, é composto pelos 20 clubes da Série A e os outros 20 da Série B.

O calendário da CBF, à luz do estatuto, permite eleição a partir de abril. Em ano de Copa do Mundo, como é o caso de 2022, a estratégia é sempre fazer o pleito antes do Mundial, para evitar que derrotas tenham consequências políticas. Essa eleição para o mandato completo de quatro anos não necessariamente se restringe aos vices. Mas o candidato precisa obter apoio por escrito de pelo menos cinco clubes e oito federações.

Apesar do poder das federações, cujos votos têm peso três, o posicionamento dos clubes ainda é uma incógnita — mesmo considerando a mobilização recente em prol da união e da formação de uma liga para organizar o Brasileirão e ter mais poder na CBF.