Atlético-GO: Transfer ban caiu, bastidores mostram grande jogada de Adson
Mesmo sob transfer ban da FIFA, Adson Batista negociou com Alejo Cruz, parcelou a…

O fim do transfer ban imposto pela FIFA representa mais do que uma simples liberação para registrar jogadores. Nos bastidores, a retirada da punição é resultado de um trabalho conduzido pela diretoria do Atlético-GO, liderada pelo presidente Adson Batista, que precisou negociar diretamente com o atacante uruguaio Alejo Cruz para encontrar uma solução viável financeiramente para o clube.

Em vez de quitar a dívida integralmente à vista, como inicialmente era previsto, o Atlético-GO buscou um acordo com o jogador e seus representantes para parcelar o débito. A estratégia permitiu que o clube preservasse seu fluxo de caixa sem abrir mão do planejamento esportivo para a sequência da Série B.
Enquanto as negociações aconteciam nos bastidores, Adson Batista também tomou outra decisão considerada fundamental para o restante da temporada: continuar ativo no mercado, mesmo sabendo que os reforços ainda não poderiam ser inscritos.
Como Adson Batista conseguiu derrubar o transfer ban?
Após a condenação na FIFA envolvendo a dívida com Alejo Cruz, a diretoria rubro-negra iniciou uma nova rodada de conversas com o jogador para evitar que o pagamento integral comprometesse as finanças do clube.
A negociação evoluiu para um acordo de parcelamento, considerado mais sustentável para o Atlético-GO. Com o entendimento firmado entre as partes, toda a documentação foi enviada à FIFA, que analisou o caso e retirou oficialmente o nome do Dragão da lista de clubes impedidos de registrar atletas.
A solução foi comemorada internamente porque permite ao Atlético-GO cumprir o compromisso financeiro sem comprometer o restante do orçamento da temporada.
A postura da diretoria também foi elogiada nos bastidores por conseguir resolver um problema jurídico sem interromper o planejamento esportivo.
Por que o Atlético-GO continuou contratando durante a punição?
Mesmo impossibilitado de registrar novos atletas, Adson Batista optou por não esperar a retirada do transfer ban para agir no mercado.
A diretoria entendia que, quando a punição fosse encerrada, seria importante ter um elenco reforçado imediatamente à disposição de Roger Silva.
Por isso, o clube fechou a contratação de oito jogadores durante o período em que ainda estava impedido de inscrevê-los.
Chegaram ao Dragão o meia David Terans, o atacante Matheusinho, os atacantes João Pedro e Gustavo Maia, os volantes Netinho, Henrique Freitas e Daniel Peixoto, além de Yuri Silva.
Todos passaram a treinar normalmente no CT do Dragão, aguardando apenas a autorização da FIFA para serem registrados no BID da CBF.
A estratégia evitou atrasos na adaptação física e tática dos reforços, permitindo que eles conhecessem a metodologia de Roger Silva antes mesmo de estrearem oficialmente.
O que muda para o Atlético-GO agora?
Com o transfer ban encerrado, o planejamento desenhado pela diretoria começa a ganhar forma dentro de campo.
Roger Silva, que iniciou sua trajetória no clube com três vitórias e um empate mesmo sem utilizar os reforços, passa a contar com um elenco muito mais qualificado para o segundo turno da Série B.
O treinador já afirmou que vários dos contratados chegam para disputar a titularidade, aumentando a competitividade interna e oferecendo novas alternativas para todos os setores da equipe.
Para Adson Batista, a retirada da punição representa o encerramento de uma das fases mais delicadas da temporada. A diretoria conseguiu resolver a pendência financeira com Alejo Cruz, preservar o planejamento do clube e ainda montar um elenco reforçado antes da liberação oficial.
Agora, com os bastidores resolvidos e os novos jogadores aptos a serem regularizados, o Atlético-GO inicia uma nova etapa na Série B. A expectativa é que o investimento feito durante o período de punição se reflita em campo e fortaleça a caminhada do Dragão na luta pelo acesso à Série A.
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