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Após desculpas de Adson Batista, quais serão as próximas medidas do Atlético-GO?

O pedido público de desculpas do presidente Adson Batista encerrou a repercussão imediata do…

Por Matheus Nunes · 3 min de leitura
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Após desculpas de Adson Batista, quais serão as próximas medidas do Atlético-GO?
Após desculpas de Adson Batista, quais serão as próximas medidas do Atlético-GO?
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O pedido público de desculpas do presidente Adson Batista encerrou a repercussão imediata do caso envolvendo o pequeno torcedor João Miguel, criança autista que foi impedida de entrar no estádio Antônio Accioly por usar um short verde. No entanto, a declaração do dirigente também abriu espaço para outra discussão: quais providências o Atlético-GO deve adotar para que um episódio semelhante não volte a acontecer?

Durante a entrevista após a vitória sobre o Operário-PR, Adson afirmou que desconhecia o ocorrido, garantiu que determinou a liberação imediata dos torcedores e classificou a situação como “uma tremenda bobagem”. Agora, a expectativa é pelas ações práticas do clube.

Após desculpas de Adson Batista, quais serão as próximas medidas do Atlético-GO?
Após desculpas de Adson Batista, quais serão as próximas medidas do Atlético-GO?

Revisão dos protocolos de acesso deve ser prioridade

A principal medida esperada é a revisão das orientações repassadas aos profissionais responsáveis pelo controle de acesso ao Antônio Accioly.

Adson Batista deixou claro que a restrição defendida por ele diz respeito apenas ao uso de camisas de clubes rivais, como Goiás e Vila Nova, por entender que isso pode gerar conflitos entre torcedores. No caso de João Miguel, porém, a interpretação aplicada pelos seguranças foi diferente, já que o impedimento ocorreu apenas pela cor de uma peça de roupa.

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Uma atualização dos protocolos internos pode evitar que decisões individuais provoquem novos constrangimentos aos torcedores.

Clube pode reforçar treinamento das equipes

Outra medida aguardada é um reforço na capacitação das equipes que atuam nos dias de jogos.

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A padronização dos procedimentos é considerada essencial para que todos os profissionais tenham clareza sobre quais situações realmente justificam impedir a entrada de um torcedor.

Além disso, o episódio também evidenciou a importância de um atendimento mais sensível a pessoas com deficiência e necessidades específicas, especialmente em casos envolvendo torcedores com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

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Atlético-GO ainda pode esclarecer responsabilidades

Embora tenha assumido a responsabilidade institucional e pedido desculpas à família, Adson Batista afirmou que a decisão de barrar a criança não partiu dele.

Diante disso, ainda resta esclarecer como a orientação foi aplicada na entrada do estádio e se houve falha de comunicação entre a direção do clube, a empresa de segurança e os profissionais que atuavam no acesso ao Accioly.

Um posicionamento oficial detalhando o que aconteceu nos bastidores ajudaria a dar transparência ao episódio e demonstraria o compromisso do clube em corrigir a falha.

Caso pode servir de aprendizado para o clube

Mais do que encerrar a polêmica, o Atlético-GO tem a oportunidade de transformar o episódio em um ponto de evolução na relação com seus torcedores.

Medidas como a revisão dos protocolos, treinamento das equipes e uma comunicação mais clara sobre as regras de acesso podem reduzir interpretações equivocadas e tornar a experiência no Antônio Accioly mais segura e acolhedora.

Depois do pedido de desculpas, o desafio do Dragão passa a ser mostrar, na prática, que o compromisso assumido por Adson Batista será acompanhado por mudanças efetivas na operação dos dias de jogo.

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