Presidente do Atlético-GO teme que os times voltem “destruído fisicamente” após a pausa

Os clubes de futebol estão parados há quase dois meses devido a pandemia do Covid-19. Para muitos clubes esse tempo vem se tornando cada dia mais degradante, pois a maioria dos clubes não tem condições financeira de arcar com um período ocioso tão longo, tendo em vista os grandes gastos de um clube de futebol.

Para Adson Batista, presidente do Atlético Clube Goianiense, outro fator que também preocupa é o condicionamento dos atletas.  Para o dirigente, os jogadores já perderam muito do seu preparo, e se não houver uma flexibilização os clubes podem acabar definhando em dividas e também com atletas caros sem condições de jogo.

“Futebol profissional é bem diferente. No futebol profissional, o atleta perde massa muscular. Quando fica muito tempo sem treinar, fica difícil de recuperar um nível aceitável. Daqui a pouco o futebol volta, mas os clubes estarão todos destruídos fisicamente. Parados, os atletas perdem força muscular, atrofiam… Home office, treino à distância, é tudo paliativo. O Atlético-GO entende que tinha de estar treinando e enfrentando o problema de frente. Esse é o melhor caminho.” Afirmou Adson Batista.

O protocolo de segurança para um retorno gradual já foi providenciado pelo Atlético. O clube aguarda apenas a autorização das autoridades competentes pelo assunto. Pesar do governador Ronaldo Caiado não ter liberado a volta gradativa aos treinos, o Atlético afirma que vai acatar decisões superiores.